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SETEMBRO (2001) Produzido por Edu Martins e Marina Lima
SETEMBRO Marina Lima / Antonio Cícero |
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Primavera
Tudo quer se experimentar
Todas as fronteiras
Querem evaporar
Quem não se encarar com amor
Vai terminar ovelha
No bolso de um pastor
Mas quero ouvir!
É Setembro
Tudo tenta se superar
E cheia até a beira
A vida quer jorrar
Mas quem não se encarar com amor
Vai fazer besteira
Na esteira do rancor
Mas quero ouvir:
Um mundo sem fome mais
Sem opressão
Sem tráfico, sem terror
E com união...
Primavera
Tudo no vermelho e sem luz
Mas se alguém pergunta
Dizemos tudo azul
Na TV alguém da Maré
Uma brasileira
Diz ser feliz e é
Diz ser feliz e é...
Quero ouvir:
Um mundo sem fome mais
Sem opressão
Sem tráfico, sem terror
E com união...
DOIS DURÕES (LAGOA)
Marina Lima
E eu que achei
Que o mar ia subir
Pra nós
E o verão repartir
O ouro do pó
E sem dó conduzir
Dois durões numa expedição
Rumo aos locais e arsenais do coração
Mas nem sinal
Só ondas brandas ventos carnaval
Se a Bahia fosse só poesia e cor
Você não teria crescido
Nem eu percebido
Que é na Lagoa que mora o amor
E eu que achei
Que o mar ia subir
E fazer uma gente teimosa se redimir
E eu que achei
Que o mar ia subir
Achei
E o verão repartir
Achei
Que o mar ia subir
ALGUMA PROVA
Marina Lima / Alvin L.
Me faça uma pergunta
Que eu nunca ouvi
Que eu te dou uma resposta
Que eu não sei
Sonhei com você
Mas não vi seu rosto
Acordei com o gosto
Do que eu não provei
É só mais um dia de sol, de sol, de sol
E ninguém quer saber
Se eu tenho alguma queixa
Em todo lugar existe alguém
Querendo o que não tem
Toda hora alguém perde a cabeça
Esqueça
Me diga alguma coisa
Que eu possa amar
E guarde os espinhos
Com você
A vida pede provas
Que quem ama dá
E só meias palavras
Não vão resolver
É só mais um dia sem sal, sem sal, sem sal
E ninguém quer saber
Se eu tenho alguma queixa
Em todo o luar existe alguém
Sofrendo por alguém
E esse alguém também já perdeu a cabeça
Esqueça
E apareça
PARIS-DAKAR
Marina Lima / Alvin L.
Nuvens sobre o Rio de Janeiro
Ponte aérea
Luzes sob o céu de São Paulo
Alma e matéria
Coração correndo Paris-Dakar
Pelo ar
Olhos à deriva
No mar
Vermelho
O mundo se olhando no espelho
Começa a gritar
O mundo gira e cai de joelhos
Tentando respirar
Fé e vaidade a bordo
Desilusão
Tudo que é humano se move
Transformação
Coração correndo Paris-Dakar
Pelo ar
Olhos à deriva
No mar
Vermelho
O mundo olhando as paredes
Parou de chorar
O mundo matando a sede
Vamos decolar
Pra sempre
NO ESCURO
Marina Lima / Antonio Cícero
Se você não me quiser
Eu vou respeitar
Eu juro
Como alguém que apaga a luz
Mas tem seu altar
No escuro
E no decorrer dos meses
Já não sei mais nem quem sou
E a pessoa
Refletida
No espelho
Dos seus olhos
Por onde foi que entrou?
E se você não me quiser
Eu vou respeitar, eu vou
Vou no duro
Mas saiba que sou um homem só
E que o meu amor
É puro
E a pessoa
Refletida
No espelho
Dos seus olhos
Por onde foi que entrou?
E se você não me quiser
Eu vou respeitar, eu vou
Isso é seguro
Mas um dia foi você
Que soube apontar
Um futuro pra nós
O meu amor é puro
É tudo pra nós...
ME DIGA (FRANCISCA)
Marina Lima / Antonio Cícero
Participação especial de ANTONIO CÍCERO
Francisca veio lá do Norte,
De onde também vieram meus avós e pais
Talvez em busca de novos horizontes
No tempo em que eu não era nem nascida
Mas eu nasci há tanto já
Que meu passado está perdido em brumas
Rasteiras e fumaça,
O que dizer do dela?
Do dela tão mais distante?
Me diga, Francisca, me diga...
"Francisca veio par o Sul há tempos
E já chegou sonhando em retornar
E cultivar em meio a certas brenhas
Algum roçado junto à sua mãe
Ela era quase ainda uma criança
E lá ficava o mundo de verdade:
O sol, a chuva, a noite, a festa, a morte,
A vida
A guardá-la, ainda mais distante."
Me diga, Francisca, me diga...
Parnaíba, Ipiranga, Rio Longá, Campo Maior...
"Um certo Norte está onde ela está
Em frente à praia de Copacabana,
Onde ela faz cuscuz, beiju ou peta
E seu sotaque é cada vez mais forte
E ela relha com o feirante esperto
E tem conversas com a mãe ausente
E o sabiá pousado no seu dedo
Que aponta
Algum lugar tão mais distante."
Oh! Chica...
Me diga, Francisca, me diga...
Entre o Nordeste que deixou na infância
E o Sul que nunca pareceu real
A Francisca tem saudade de uns lugares
Que passam a existir quando ela os pinta:
São mares turquesados e espumantes
Em frente a uns casarões abandonados que, não sei bem por que, nos desamparam.
Me diga, Francisca, me diga...
NOTÍCIAS
Marina Lima / Dalto / Cláudio Rabello
Só você pode me incendiar
Pode ascender a luz
Pode me ver chorar
Só você me faz tremer assim
Me mata de prazer
Sem encostar em mim
Me dê notícias desse amor
E o que ele faz pra não morrer
Se fica comigo até sempre
Sempre...
Ou se deixa o barco correr
Só você
Só você pôde me machucar
Soube me engolir
Pôde me dominar
Só você pra me trazer a paz
Eu que torci por ti
Eu que sofri por nós
Quanto mais velho o tempo é
Mais se cansa de esperar
Volta a ser só dos meus braços
E ouça o que eu não vou falar
FALA (NÃO CALA)
Marina Lima / Edu Martins / Alvin L.
Participação especial de ALVIN L.
Fala
Não, não cala...
Sem perceber
Silêncio profundo
Pausa pra pensar
Eu quero mais
Que palavras
Soltas no ar
Cedo demais
Pra tantos mistérios
Deixa sangrar
A resposta que não quer calar
Vai!
Fala
Não, não cala
Me diz o que te faz tremer
Fala
Não, não cala
Me diz o que te faz querer
Eu tentei
Um pouco de tudo
Entender com as mãos
Só me perdi
Com palavras
E revelações
Mas, nada demais
Ninguém é perfeito
Não me cansei
Mas agora é sua vez
Vai...
Fala
Não, não cala
Me diz o que te faz tremer
Fala
Não, não cala
Me diz o que te faz querer
"Eu também tentei coisas
Eu também me perdi
Eu também me revelei
Agora é sua vez
Fala..."
Eu tentei
Um pouco de tudo
Entender com as mãos
Só me perdi
Com palavras
E revelações
Mas, nada demais
Ninguém é perfeito
Não me cansei
Mas agora é sua vez
Vai...
Fala
Não, não cala
Me diz o que te faz tremer
Fala
Não, não cala
Me diz o que te faz querer...
TERRA À VISTA
Marina Lima / Giovanni Bizzotto
De repente me dispo
Sem recusa me lanço
Pra ganhar, pra reger
Meu cantar, meu viver
Nos abismos do mundo
Deparamos a fundo
Com as questões do saber
Como amar, como ser, como ter
Se a luz se acender agora eu posso estar perdida
Mas basta avistar alguém aqui tão escondida
Pra retomar aquela velha estrada nova
Da minha vida...
Como amar, como ser, como ter
Se a luz se acender agora eu posso estar perdida
Mas basta avistar alguém aqui tão conhecida
Pra retomar aquela velha estrada nova
Da minha
Da minha vida
FUNKINHO DO PEDRO E DAS CACHORRAS
Marina Lima
PEDRO JUCA latidos e rosnados
MAROCA e CAROLA latidos
MARINA LIMA loop e teclados
NOTÍCIAS A (DOMESTIC HOUSE MIX)
Marina Lima / Dalto / Cláudio Rabello
NO ESCURO (A DOMESTIC HOUSE MIX)
Marina Lima / Antonio Cícero
SETEMBRO (XRS REMIX RADIO VERSION)
Marina Lima / Antonio Cícero