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PRÓXIMA PARADA (1989) Produzido por Marina
$ CARA (Marina Lima - Antonio Cícero) |
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Jamais foi tão escuto
No país do futuro
E da televisão
E nesse labirinto
O que eu sinto eu sinto
E chamam de paixão
E me apaixonam questões ardentes
Que nem consigo assim de repente
Expor
Mas entre elas há coisas raras
Que são belezas, loucuras, taras
De amor
Há sonhos e insônias
Ozônios e Amazônias
E um novo amor no ar
Entre bilhões de humanos
E siderais enganos
Eu quero é te abraçar
Mil novecentos e não sei quanto
É fim de século e no entanto
É meu
Meu cada gesto e cada segundo
Em que te amar é um claro assunto
No breu
DOIS ELEFANTES
(Herbert Vianna)
Não sei se hoje é ontem ou anteontem
E do seu telefonema eu não vi nem a cor
Existe uma coisa que me dói perder
Existe
Uma coisa que eu custei a ganhar
Seu rosto em meu rosto rindo...
Dois elefantes
No fundo do mar
Me falaram de um trem, eu fui pra estação ver
E do seu cabelo eu não vi nem a cor
Existe uma coisa que me dói lembrar
Existe
Aquela coisa que eu queria esquecer
Seu rosto e meu rosto roxos...
Dois elefantes sem respirar
Um elefante pra lá
E outro pra cá
ENCARANDO VOCÊ
(Marina Lima - Antonio Cícero)
Vi no meu caminho
Uma aglomeração
Procurei você
Nem sei porque
Entre saltimbancos
E um assalto a banco
Procurei
Entre mil olhares de fome
Depois dos camelôs no deserto
Quem já encontrou no amor algo certo?
Mas tudo bem
Eu só digo pretextos
É que eu jamais desisto
Você é substância
E eu só no Saara
Eu só na errância
Por quê você não me encara
Quando encaro você?
Por quê você não me encara?
Por quê?
Entre saltimbancos
Procurei
Entre mil olhares de fome
E algo no meu peito me prepara
Sonhos que o dinheiro não comprara
Mas tudo bem
Eu adoro pretextos
É, eu jamais desisto
Você é substância
E eu só no Saara
Eu só na errância
Por quê você não me encara
Quando encaro você?
Por quê você não me encara?
Por quê?
EXTRAVIOS
(Antonio Cícero - Dalto)
Eu sei que os extravios
São necessários sim
A necessária parte
Do meu caminho sozinho
Então nem vou tentar
Pra quê tentar fugir?
Se existe algum fogo
Ou foco
Pra mim
Quando eu curto certas horas
O som da solidão
Não se preocupe não
E nem me procure uma cura
Sou íntima do tempo
E ele se abre assim
E manda algum fogo
Ou foco
Pra mim
Encoste este ombro no meu braço
Ocasionalmente infiel
E faça-me sentir no seu abraço
Um pouco além
De algumas gotas de Chanel
À FRANCESA
(Cláudio Zoli - Antonio Cícero)
Meu amor se você for embora
Sabe lá o que será de mim
Passeando pelo mundo afora
Na cidade que não tem mais fim
Ora dando fora, ora bola
Uma irresponsável, pobre de mim
Se eu te peço pra ficar, ou não?
Meu amor eu lhe juro
Que não quero deixá-lo na mão
E nem sozinho no escuro
Mas os momentos felizes não estão escondidos
Nem no passado e nem no
Futuro
Meu amor não vai haver tristeza
Nada além de um fim de tarde a mais
Mas depois as luzes todas acesas:
Paraísos artificiais
E se você saísse à francesa
Eu viajaria muito, mas muito mais
Se eu te peço pra ficar, ou não?
Meu amor, eu lhe juro
Que não quero deixá-lo na mão
E nem sozinho no escuto
Mas os momentos felizes não estão escondidos
Nem no passado e nem no
Futuro
À francesa...
À francesa...
Passeando pelo mundo afora
Na cidade que não tem mais
Fim.
GAROTA DE IPANEMA
(Tom Jobim - Vinícius de Moraes)
Olha, eu disse olha
Olha, que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar
Moça do corpo dourado do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Por quê estou tão sozinho?
Por quê tudo é tão triste?
A beleza que existe
A beleza que não é só minha
E também passa sozinha
Ah! Eu disse ah!
Ah! Se ela soubesse que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor
Moça do corpo dourado...
Olha a moça...
...QUE TUDO AMÉM
(Marina Lima)
O que era fácil ontem
Hoje não é
Com quem tá a razão, o baby?
Vou dar no pé...
Vê se me ama bem de longe
Vê se me enxerga um pouco mais
A vida nem sempre é tão clara
Quanto você e os seus ideais
Liberdade é bom, o baby
Delicadeza também
Vê se não atropela, baby
Que tudo amém...
A vida nem sempre é tão clara
Quanto você e seus ideais
E se voltar que volte inteira
Da dividida não dá mais
Te quero, é certo, mas há dúvidas
Quanto a você me trazer paz
A vida nem sempre é tão clara
Quanto você e os seus ideais
Liberdade é bom, o baby
Delicadeza também
Vê se não atropela, baby
Que tudo amém...
PRÓXIMA PARADA / TEXTO INCIDENTAL
(Marina Lima - Antonio Cícero) / (Jorge Salomão)
"Em mim não habita o deserto que há em ti,
Minha alma é um oásis luminoso.
Você constrói sua jaula, e nela quer ficar -
Cuidado!
Eu faço o que acho que deve ser feito
Na hora certa.
Tem diferença entre paixão e projeção?
Será que terei de me tornar um insensível,
Só pra suprir a demanda do mercado atual?
Quanto mais eu me acho,
Mais eu me perco.
Mas que os tambores batam
E que tudo se acenda
Forte"
Eu sei onde é que estão
As coisas doces da estrada
Você também
E se a gente se encontrar
Na próxima parada
Aí meu bem
Vamos mostrar
Que a única morada de um homem
Não está no extraordinário
Feroz é a nossa fome
Feroz nosso céu
E o fogo que nos consome
Consuma esses medos seus
Ninguém vai nos trazer
Nem recompensa, nem conta
No final
Ninguém vai nos dizer
Pra nós o que é que conta
E afinal
Pra esclarecer
Prefiro pôr as cartas sobre
A mesa:
Não dou meu desejo a Deus
Feroz é a natureza
Feroz todo céu
E o meu coração festeja
O encontro que aconteceu
ONLY YOU
(Buck Ram - Ande Rand)
Only you
Can make this world seem right
Only you
Can make the darkness bright
Only you
And you alone
Can treat me like you do
And fill my heart with love for
Only you
Only you
Can make this change in me
For it's true
You are my destiny
When you hold my hand
I understand the magic that you do
You're my dream come true
My one and only you
$ CARA (INSTRUMENTAL)
(Marina Lima - Antonio Cícero)
CARLOS MARTAU guitarra
ANDRÉ GOMES baixo
RENATO NETO teclados
WILLIAM MAGALHÃES teclados
TORCUATO MARIANO guitarra
ALEXANDRE FONSECA e SERGIO DELLA MÔNICA bateria e percussão eletrônica
LEO GANDELMAN sax soprano
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Mil novecentos e não sei quanto
É fim de século e no entanto
É meu
Meu cada gesto e cada segundo
Em que te amar é um claro assunto
No breu.