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1996. 2 de Março. Morreram os cinco integrantes do
grupo Mamonas Assassinas (Dinho, Júlio Rasec, Bento Hinoto, Samuel
e Sergio Reoli).
3 de Abril. (Jornal do Brasil)
Em
uma festa para o presidente Fernando Henrique Cardoso, além de um
eclipse da lua, estavam várias personalidades, dentre elas, Marina
Lima, linda, de calça preta e camisa listrada de preto e branco, não
fez a menor questão de aparecer - ficou bem quietinha, na dela, mais
intelectual impossível. (autor desconhecido)
23
de Maio. (Jornal O Globo)
Conferência 'Feminismo e
Sexualidade' com Camille Paglia" - Uma platéia formada por heteros,
gays, lésbicas e simpatizantes uivava de prazer com as tiradas
verborrágicas de Camille. Depois da conferência, formou-se uma pequena fila para
autógrafos em "Vampes e Vadias" (seu novo livro). Elegantíssima
numa conjunto básico de jeans, rabo-de-cavalo ressaltando o rosto
branquíssimo, a cantora Marina Lima era só olhos para a sua musa.
"Tudo o que ela fala me interessa", disse a cantora.
"Acho legal essa idéia de que as mulheres, para serem vitoriosas,
não podem abrir mão de características como
sexualidade e sensualidade. Temos que assumir as
nossas diferenças." Viva a diferença! (autor desconhecido)
25 de Maio. (Jornal O Globo)
Há muito tempo o circuito literário não via uma
festa tão animada. Escritores, colunáveis e artistas se reuniram no
apartamento do editor Carlos Leal, na Avenida Atlântica, para
homenagear as estrelas da semana: a escritora Camille Paglia e sua
namorada Alison Maddex. Foram, o "sexygenário" musical Ezequiel Neves, Antonio Cícero e a irmã - a mais fiel admiradora de Camille nesta temporada, Marina Lima, além de
muitos outros. Lá pelas tantas da noite, a cantora Marina Lima,
como sempre linda, engatou numa conversa infindável com Alison
Maddex. Risinhos simpáticos ecoavam discretamente pela sala. A
acompanhante de Marina, a empresária Ana Paula, se aproximou
interessadíssima na tal conversa. Bem ao lado, com o prato de
salmão e queijo, recostado na janela que dava para o mar, Camille
saboreava seu jantar. (por Elisabeth Orsini)
23 de Junho. (Jornal O Globo) "Marina sob novo abrigo"
- A cantora Marina Lima cancela turnê
do novo
disco "Abrigo",
supera crise de depressão e decide gravar um CD com o repertório ensaiado
para o show.
Um calo nas cordas vocais,
diagnosticado mês passado quando se preparava para estrear a turnê de
seu último disco, "Abrigo", tirou a cantora Marina Lima
temporariamente dos palcos. Mas seus fãs não terão do que reclamar. Para não jogar fora o
trabalho, ela entra em estúdio para gravar o repertório que ensaiou com
os músicos da sua banda. Solução que também a ajudou
a ajudou a superar a crise
existencial em que mergulhou por ter cancelado a excursão... Com
produção a cargo do tecladista William Magalhães, que também
trabalhou com Marina nos discos ''O Chamado' (1993) e "Abrigo" (1995), o
novo CD vai ser gravado pelos músicos que vinham ensaiando o show
cancelado: William Magalhães (teclados), Gustavo Corsi (guitarra),
Christian Oyens (bateria), Ramiro Musotto (percussão), Ricardo
Amado (violino), André Rodrigues (baixo), Zé Canuto (sopros) e
P.C. (vocal) Ela regravará os
sucessos "Fullgás", inspirada pela versão feita por Lulu Santos - "Lulu
Santos é fundamental", diz - e "Mesmo Que Seja Eu",
de Roberto e Erasmo Carlos. Também
preparou dois temas instrumentais e três canções inéditas. Para o título,
ela deve escolher uma das canções que marcam a retomada da parceria
com Antonio Cícero, "À Meia-voz": "Comecei a escrever essa letra
antes de descobrir os problemas com a voz" - conta. (por
Antonio Carlos Miguel)
11
de Outubro. Morre Renato Russo.
11 de Novembro. Lançamento do novo CD de Marina: "Registros à Meia-voz".
13 de Novembro. (Jornal O Globo) "Marina registra a busca pela identidade"
Foram 40
ensaios em estúdio com oito músicos para preparar o show do
disco "Abrigo". Mas a turnê nunca aconteceu. Segundo Marina
LIma, por problemas emocionais. "Não me senti com forças
suficientes para fazer o show. Eu crio para me expressar. Com
"Abrigo" me senti sem identidade, perdida".
Esse questionamento teve duas conseqüências. A primeira foi um
nódulo nas coras vocais. (...) A segunda é o disco "Registros à
meia-voz", lançado esta semana - assim mesmo, com hífen e crase,
como se a meia-voz fosse uma entidade. (...) Juntando pedaços de um show que não
aconteceu, "Registros à meia-voz" tem elementos que despertam
estranhamento num disco de carreira de uma cantora. Além de duas
instrumentais, há regravações de regravações: uma nova versão do
próprio sucesso "Fullgás" (inspirada pela recente revisão de
Lulu Santos) e as segundas adaptações marinianas para "Mesmo Que
Seja Eu", de Roberto e Erasmo Carlos, e "Tempestade", de Zélia
Duncan. "Registros à meia-voz" marca, sobretudo, o reencontro de
Marina com o parceiro e irmão Antonio Cícero. "Revi coisas no
meu trabalho que Cícero tinha feito e fiquei grata por ele ter
me traduzido tantas vezes". (por João Ximenes)
(Jornal do Brasil) "Novo disco revela uma nova Marina" - Em seu
novo disco, "Registros à meia-voz", produzido pelo tecladista
William Magalhães ("Há muitos bons produtores por aí, mas
achei que ele merecia subir esse degrau", anota a cantora),
que tem dez faixas, Marina Lima retoma parceria com o irmão,
Antonio Cícero, e abre espaço para o instrumental. "O disco
radiografa o que sinto no momento. Aos 40 anos, sem filhos, acho
que essa é uma foram de passar alguma coisa adiante", diz.
(por Tárik de Souza)
15
de Novembro. (Jornal Estado de Minas) "Marina Lima comemora
a independência"
Foi uma maratona. Mudança de local, jornalista
das principais capitais tentando administrar horários de
entrevistas e vôos com o
tradicionalmente conturbado trânsito carioca e a temperatura de mais de trinta
graus. Mas valeu a pena. De calça preta e blusa vermelha, com a
beleza que costuma seduzir um simples silêncio, Marina Lima
recebeu o ESTADO DE MINAS para uma conversa exclusiva numa das
salas da gravadora EMI-Odeon, no Rio, antes de uma entrevista
coletiva num dos estúdios da gravadora. Com a voz rouca e cansada
de falar com jornalistas por três dias ("eu
agora só falo", brincou), Marina falou de Skank, Taiguara,
da volta da parceria com o irmão Antonio Cícero e garantiu que
agora quer é descansar. (por Kiko Ferreira)
17 de Novembro. O programa "Multishow em Revista"
mostra o making of do vídeo clipe da música de Paulinho da
Viola, "Para Um Amor no Recife", regravada por Marina Lima em
seu novo disco "Registros à Meia-voz". Além de mostrar a
gravação do vídeo, que foi feita na praia do Arpoador, a cantora
concede uma entrevista.
25 de Novembro.
Após lançar o álbum "Registros à
Meia-voz", o último que devia à EMI Music, Marina Lima está voltando à
Polygram. Em 17 anos de carreira, esta será a quarta vez que a cantora
troca de gravadora. Ela lançou seu primeiro disco ("Simples Como
Fogo"), na WEA em 1979, mas no ano seguinte transferiu-se para a Ariola. Em 1984, já
na Polygram, lançou "Fullgás", seu primeiro álbum de repercussão nacional.
Depois de mais quatro discos na Polygram - "Todas", de 1985; "Todas Ao Vivo", de 1986; "Virgem", de 1987; e "Próxima Parada", de 1989 -, Marina
foi para a EMI. (autor desconhecido)
Dezembro. Bem à vontade na Polygram, sua nova casa, a
cantora Marina Lima já está tocando por lá seu selo Fullgás - que
também será distribuído pela gravadora. Ela mesma selecionará todo o
material que for enviado por novos e antigos talentos e cuidará
pessoalmente de ouvir as fitas que chegarem ao departamento artístico
da Polygram.
A Polygram lança mais uma série especial. "Obras-Primas".
Esta, só com músicas ainda não
gravadas em processo digital. O CD da cantora e compositora Marina Lima
vem com a música "Corações à Mil", gravada em 1980, do LP
"Olhos Felizes". No CD estão também as músicas "Avenida Brasil" e "O
Lado Quente do Ser", ambas gravadas em 1981, do LP "Certos Acordes".
15 de Dezembro. (Jornal do Brasil/Domingo) A cantora Marina Lima é
apontada como a mulher mais elegante do ano, na 4ª edição da eleição
promovida pela revista do Jornal do Brasil.
"O ESTILO DA MAIS ELEGANTE"

Que
estilo você faz? - "Difícil me definir. Sou discreta. E minhas
roupas tendem
para o clássico, com um toque despojado."
Um
público elegante - "O carioca, é alegre, receptivo e não dá
bola fora."
Símbolo
da elegância - "A discrição."
Símbolo de deselegante -
"Falar mal da vida dos outros em público"
Homem
elegante - "Antonio Cícero, Cláudio Gomes e Chico
Buarque."
Mulher
elegante - "Rosiska Darcy de Oliveira, Presidente do Conselho Nacional
dos Direitos da Mulher."
Homem deselegante - "O que fala mal dos outros em público"
Mulher deselegante - "idem"
Ser elegante é... - "...uma postura de
equilíbrio diante da vida."
Ser cafona é... - "...ser dissimulado, subestimar a inteligência dos
outros."
Fui elegante... - "...no trato com os colegas de trabalho."
Fui deselegante... - "...quando quis dar passos maiores que as
pernas." |