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1988. 9 de Janeiro. 4ª noite do Hollywood Rock, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. A apresentação de Marina - na mesma noite em que se apresentaram Lulu Santos e Supertramp - destoou, e muito, das outras apresentações do festival. Marina, presa no centro do palco, apresentou-se contida, demonstrando sua já declarada timidez. "Eu sou tímida, na medida em que dá certo comigo. No 'Hollywood Rock' aconteceu um problema específico, que foi o começo do lançamento de um novo trabalho - "Virgem" - com uma banda nova ali. Eu não tinha feito nenhum show antes. Então, o primeiro que eu fiz, onde testei canções novas e uma banda nova, foi diante de sessenta mil pessoas. Quer dizer, o erro foi esse. Eu deveria ter feito outros shows, mas não houve tempo. Acho que bobeei porque deveria ter chegado lá mais treinada. Se eu tivesse feito o show antigo - "Todas"-, eu teria arrasado. Só que eu, como sempre, quero mais e mais." (Marina auto-critica sua apresentação no festival).
22 de Janeiro. (Jornal Tribuna da Bahia) "Virgem Marina" - Marina - sobrenome Lima - pisa o palco do Teatro Castro Alves, até domingo (24), com o refinamento indispensável à uma pessoa que analisa profundamente o sucesso. Analisar - o verbo de seu signo; "Virgem". Uma outra explicação para ser este o nome do seu último disco, onde ela afirma estar conjugando o verbo "estamos", o pronome "nós" de sua parceria com o irmão e poeta Antonio Cícero. Desde que a cantora estreou, em abril de 79, muitas "marinas" aconteceram. A sensual, a emotiva, a infantil, e a romântica. Agora diz ela, "é a Marina sem resposta e cheia de dúvidas, que não quer ser 'musa', apesar do sucesso. Não quer ser especial. Quer ser a mais comum das pessoas..." (...) Até domingo, o show "Virgem" estará no TCA para confundir as pessoas que ainda se perdem na discussão do significado do termo. A "virgem" Marina diz que o show ainda vai mudar muito, como ela mesma está mudando e porque sua vida pessoal é uma causa e extensão de seu lado profissional. "O dia nasce todo dia. Só resta uma dúvida: o sol só vem de vez em quando", e confirma que todo período de calmaria "é um presságio de uma porrada". Por isso o sucesso assusta tanto. (por Rose Gonçalves)
Fevereiro. (Revista Bizz)
3 de Fevereiro. (Jornal Tribuna de Minas) "Marina Padrão e finesse para escapar das facilidades" - Desculpem os "esforçados" animadores do verão de Belo Horizonte, mas show mesmo, com alguma substância, capaz de despertar interesse - e até frisson em tietes mais afoitas - é o que a cantora Marina apresenta sábado (06) e domingo (07), às 21 horas, no Palácio das Artes, com ingressos a Cz$ 600,00. O motivo é simples: é uma das coisas mais interessantes da MPB hoje, derradeira prova de contemporaneidade num circuito até bem intencionado, mas nem sempre muito inspirado. Abençoada por Caetano Veloso e Tom Jobim, benzida pelo pólo positivo do rock brasileiro, seu trabalho é um refresco de rara intensidade. Marina está chegando de uma participação não muito bem sucedida no Hollywood Rock - melhor para ela, pois certos dinossauros do rock internacional nem sempre são uma boa companhia para quem quer finesse e elegância - e está com seu oitavo LP - "Virgem" (Polygram) - na praça. Voz pequena, mas trabalhada com muita expressão; uma musicalidade limpa, despojada de enfeites (como a própria imagem da cantora estampada na capa do disco); e uma leitura pessoal do que há de contemporâneo no rock (em termos de letra e arranjos) são as suas armas mais eficazes. Tudo muito pessoal, tudo muito personalizado e preciso nos seu objetivos. (por Walter Sebastião)
26 de
Fevereiro. (Jornal do Brasil)
"O verão está no Canecão"
4
de Março. (Jornal do Brasil) "A maturidade da nova Marina" -
Marina se despede do Canecão neste domingo (6). O show, que faz
o lançamento de seu novo LP, "Virgem", desfaz as dúvidas dos que
ainda não acreditavam na competência e no charme da cantora.
Marina diz que, no ano que passou, decidiu zerar sua vida. A
decisão lhe fez muito bem. Ela aproveita para mostrar a nova
banda, com Leo Gandelman, Renato Rocketh, Paulinho Guitarra,
William Magalhães e Sérgio Della Monica. A direção é do irmão e
poeta Antonio Cícero.
10
de Março. (Jornal O Estado de São Paulo) "Marina morena
Marina você clareou"
2 de Junho. (Jornal O Globo) "A quente
noite do prêmio Sharp" - A noite de terça-feira (31 de Maio) não
foi fria em todos os lugares do Rio. Pelo menos em São Conrado,
mais precisamente no Teatro Dom Pedro I do Hotel Nacional, a
cidade viveu momentos quentes e movimentados, com a festa
black-tie de entrega do 1º Prêmio Sharp de Música
(ano Vinícius de Moraes) aos distintos vencedores
das categorias especial, infantil, instrumental,
música clássica, regional, canção popular,
pop-rock, samba e MPB. (por Sérgio Sá Leitão)
A cantora Marina, grande vencedora do "1º Prêmio Sharp de Música", ganhou os prêmios de Melhor cantora/pop-rock; Disco: "Virgem" e Intérprete (pela gravação da música "Preciso Dizer Que Te Amo", de Cazuza, Bebel Gilberto e Dé).
30 de Junho. Morre Abelardo "Chacrinha" Barbosa.
2 de Novembro. (Revista VEJA - Vídeo)
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