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1985. 2 de Fevereiro. (Jornal O Globo) A
cantora Marina vai gravar dia 12 para o "Fantástico", sob a
direção de Herbert Richers, a música-tema "Tão Beata, Tão à
Toa", de abertura da novela "Corpo a Corpo". Ela está a mil:
"Estou trabalhando e compondo muito ao lado de meu irmão e
parceiro Antonio Cícero e do galã Nico Rezende, para o novo
disco que começo a gravar em março, com lançamento previsto para
maio". O elepê já tem nome, mas por enquanto é segredo.
(autor desconhecido)
Maio. (Revista Amiga) Até a segunda quinzena de junho estará
nas lojas o novo LP de Marina.
"Todas" - título do disco -
sofreu um atraso de 15 dias porque a artista resolveu incluir
uma nova música - "Muda Brasil" - que ela compôs em parceria com
seu irmão, Cícero. Na opinião de Marina, apesar de não faltar
"um rock bem rasgado", este continua a ser o disco mais
romântico de sua carreira. Entre as faixas, "Difícil"
(Marina - Antonio Cícero), "Nada por Mim" (Herbert Vianna - Paula Toller),
"Eu Te Amo Você" (Kiko Zambianchi), "Doida de Rachar" (versão de
Marina para a música "Maxine", de Donald Fagen) e "Por Querer" (Marina - Nico
Rezende - Antonio Cícero). (autor desconhecido) 10
de Abril. (Jornal Folha de São Paulo) A cantora Marina, que
acaba de entrar em estúdio para gravar seu próximo LP,
participou da faixa "Quem Sofre Sou Eu", do disco "Choque" de
Kiko Zambianchi, que será lançado no final do mês. (autor
desconhecido)
Julho. (Mídia Polygram/Barclay/RJ)
"Todas - Marina" -
Cantora, compositora e arranjadora, Marina há muito que nos
legava antológicas canções. Mas foi o LP "Fullgás, lançado ano
passado, que a projetou como uma das mais modernas e importantes
artistas brasileiras. A qualidade de "Fullgás" criou grande
expectativa sobre o que poderia ser um novo LP de Marina. Pois
bem: não contente com "Fullgás", ela multiplicou por mil a dose
musical e produziu "Todas", seu novo disco. Ao todo são 10
canções que têm vigor próprio, ou seja, valem por si...
Produzido por João Augusto, "Todas" é Marina naquilo que Marina
tem de melhor: canções, românticas modernas, compostas por
compositores modernos, cantadas por uma cantora moderna...
"Todas" certamente fará da excursão que Marina inicia ainda este
mês em Manaus e que vai percorrer o Brasil, o segundo
acontecimento musical mais esperado do ano. O primeiro, claro, é
o novo disco. (autor desconhecido) 21
de Julho. (Jornal do Brasil) "Todas: inauguração de um novo
ciclo na vida de Marina"
Decididamente, Marina Lima, 29 anos,
não dispensa maiores apresentações. Ao contrário. Por trás da
voz forte, da música cigana e do violão acústico, existe uma
mulher cheia de mitos e mistérios, que apesar de timidez,
procura falar o máximo, explicar quase tudo. Marina quer muito
se fazer entender, especialmente agora que lança o LP, que
segundo ela,
"abre um novo ciclo na minha vida".
"Todas", o disco, levou dois meses para ser concebido e é o
trabalho mais pessoal de Marina, que fez, inclusive, a mixagem.
Marina considera o novo LP o mais importante de sua carreira:
"Ele inaugura um ciclo na minha vida. De 'Simples Como Fogo' até
'Fullgás' foram cinco discos que tinham a ver um com o outro. Em 'Todas' não. É uma nova história. Estou dominando melhor a minha linguagem, o jeito que eu canto e a
forma como componho está mais sofisticada também. A minha carreira
é uma continuação da minha vida, do meu enriquecimento como
pessoa. Aprendendo, e a quanto mais aprendo mais mais eu gosto e
mais vou saber lidar com isso no dia-a-dia. Até o quinto disco
('Fullgás') eu constatei que cada um é uma verdadeira batalha para
você fazer o que acredita. 'Todas' nasceu batizado. Escolhi o nome
antes de começar a gravar." (por Luiz Antonio Mello) 24
de Julho. (Revista Isto É) "Sussurros de paixão" - Disco "Todas", com
Marina. LP Polygram Talvez pela proximidade dos 30 anos, que
completa em setembro, talvez pelos "três ou quatro namoros sérios"
que pintaram ao longo dos sete anos de carreira, Marina está mais
madura e - apesar ou por causa disso - mais romântica do que
nunca neste seu sexto LP. Em nove das dez canções de "Todas (a exceção é o
rock "Muda Brasil") ela grita, geme e sussurra de paixão, numa
voz que passa do rouco ao cristalino com a mesma sensualidade.
"Sexo é bom!", murmura em "Difícil", num jeito
especialíssimo de dividir o tempo musical que já se tornou
estilo, marca... As letras de saus sete melodias novas são, como sempre, do irmão
Antonio Cícero, 38 anos, mas desta vez Marina expõe sua
habilidade como letrista em "Doida de Rachar", versão para
"Maxine", do americano Donald Fagen... (por Christine Ajuz)
.jpg)
(Revista Veja) "A nova romântica" - A cantora
carioca Marina, 29 anos, que lança esta semana o seu novo LP,
"Todas", surge como a mais completa e vibrante intérprete da
figurada nova geração da música popular. A cantora brasileira
está, mais uma vez, de cara nova... Marina retrata o Brasil da
nova geração. No trabalho e na vida pessoal, ela demonstra a
atitude, a determinação e a versatilidade que se delineiam como a
marca dos jovens nos anos 80. O romantismo de Marina não comporta
devaneios e amores impossíveis: é o romantismo da era do rock, do
computador e da pílula anticoncepcional. (...) sua arte resulta de anos de estude de
canto e violão.
(...) ela própria é autora da maioria das canções que grava...
Marina iniciou no ano
passado uma rápida trajetória rumo ao primeiro time da música
brasileira. Seu LP anterior, "Fullgás", o quinto de sua
carreira, vendeu 90.000 cópias em poucos meses, uma proeza para
uma artista até então confinada a pequenas platéias. Seu último
show, batizado com o mesmo nome do disco, foi apresentado nada
menos que em noventa vezes em em quase todo o país... Agora,
Marina prepara-se para ampliar o público conquistado com
"Fullgás": no próximo dia 26, ela estréia em Belém o show
"Todas", que será apresentado noventa vezes por todo o país.
(autor desconhecido) 4 de Agosto. (TV Globo) Considerada como símbolo romântico
feminino dos anos 80, Marina lança hoje, no "Fantástico", seu
novo LP: "Todas". E canta "Difícil", música de sua autoria e do
seu irmão Antonio Cícero.
5 de Agosto. (Jornal do Commercio/RJ) "Marina cada vez mais
botando o sexo na parada de sucessos"
Marina Lima, 29 anos, há 8
como cantora e compositora, é um petardo. Jovem, livre e
irreverente, vem assumindo, cada vez mais, o papel de porta-voz
daqueles setores que, nos nossos centros urbanos, procuram acabar
com tudo que existe de fariseu no comportamento das pessoas.
Marina é artista que briga pela liberdade, pela vida sem fingimentos, pela definitiva derrubada dos
tabus. Por isso, alguns procuram caracterizá-la como "a cantora
dos amores homossexuais", "a nova romântica versão 1985", "a musa
dos surfistas e roqueiros". Ela, no no entanto, reage,
alternadamente, com furor e com gargalhadas, às tentativas de
rotulação. E está lançando novo disco em que mostra bem como ela
própria se vê. "Meu novo elepê se chama
'Todas' - todas são uma Marina e a Marina são todas",
explicou-me, no seu jeito sorridente e enigmático, aberto e
franco, no rápido encontro que tivemos nos estúdios da Polygram,
na Barra da Tijuca. (por Enock Cavalcanti)
Outubro. (Revista Playboy) Marina está mais romântica do que
nunca neste seu sexto LP, "Todas". E não é de graça: vivendo uma
das melhores fases dos seus 30 anos, ela revelou no Rio para o
nosso redator-chefe Carlos Costa algumas
razões de tamanho alto-astral: Novidades: "Meu processo de criação não
pára, ando fazendo muitas músicas. Fiz duas para a Gal Costa e
outras duas, 'Confessional' e 'Eu Negar, Anjo?', já estão
prometidas para Simone e Lobão". Discos: "Ando mais ligada num som
europeu, tipo bossa-wave: Bronski Beat, Tears for Fears, Style
Council e Sting. O meu, estou curtindo
por inteiro. As pessoas acham mais lento que o anterior, mas
gosto de ver essa ambigüidade. Quando tudo fica igual, é muito
chato. O que me atrai são as diferenças". (autor
desconhecido) 2 de
Novembro. (Jornal O Globo/ELA)
"Chanel superatual. Ou,
o luxo da liberdade" - Inesquecível. Hoje se respira Chanel com
a mesma intensidade sensual e ambígua de sua trajetória
fashion. Em Nova York, seu mood é o momento. A famosa
Unique, loja dirigida à juventude que dispensa o convencional,
expõe vitrines produzidas com as correntes douradas acompanhadas
de pérolas e usadas sobre jaquetas e paletós. A bijuteria que
Chanel inventou e up to date. Em Paris, dia 23,
encerrando a semana de lançamento do prêt-à-porter verão
86, seu nome recebeu homenagem especial com o Oscar da moda,
prêmio pela modernidade da qual é precursora. Afinal, vem de Chanel
o perfil audacioso da mulher do século XX. Na última coleção de sua
etiqueta, o estilista Karl Lagerfeld recicla o tailleur, sua
trademark. Enfim, todas as peças que envolvem a
imagem feminina intemporal mas luxuosa têm seu toque. (...)
A idéia do estilo clean também é Chanel. Aliás, ela
foi a primeira personalidade da moda a usar seu nome como
etiqueta. "Quero ser o que virá", repetia sempre. E
acrescentava: "O luxo é a liberdade". Por seu
comportamento anárquico, sua sagacidade e intuição para o
novo, a music star Marina se parece com Chanel. Além
do espontâneo physique du rôle. Em ambas, muita
magia. Nas fotos de Josemar Ferrari, maquilagem de Roland
Pimentel. Assessoria de produção de Zizi Duarte.
[1] Calça pijama Alice Tapajós; colete
Mr. Wonderful; camisa La Bagagerie; sapato Birello. [2] T-shirt navy Alice Tapajós; calça
Márcia Pinheiro; paletó Saint-Laurente; bijoux Zau. (por Elda
Priami)
Dezembro. (Revista Bizz) A recepção calorosa das platéias de
Manaus, Belém, São Luís, Porto Velho, Brasília e demais cidades
visitadas na turnê pelo Centro e Norte do Brasil não foi
suficiente para satisfazer a sempre exigente Marina. De volta ao
Rio, no início de setembro, ela decidiu mudar tudo, cancelando
inclusive shows importantes como os do Projeto SP e do Parque
Laje, no Rio, transferidos para o final de novembro. Entre as
mudanças, a procura de uma sonoridade mais compacta. Ela
dispensou um dos teclados e uma vocalista, mantendo um quinteto básico: baixo, bateria,
guitarra, teclado e saxofone. E, além das músicas do recente LP "Todas", Marina mostra também
algumas canções inéditas. Ela conta que em "Todas" investiu
no seu lado de cantora, ficando satisfeita com o resultado ("Foi
como um orgasmo"). Terminado o disco, no entanto,
a compositora brotou com tudo. De uma tacada só, num violão
semi-acústico Ibanez que tinha acabado de comprar em Nova
York, ela escreveu cerca de oito canções com o parceiro (e
irmão) Antonio Cícero. Eram tão fortes que quatro delas
estão no show, num momento acústico. (por Antônio Carlos
Miguel)
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