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1979. Março.
Lançamento do primeiro disco da cantora e compositora Marina
- "Simples Como Fogo" -, gravado nos Estúdios Transamérica (RJ),
no período compreendido entre o outono e o verão de 1978/79.

"Marina: Simples como Fogo" - Nova aposta
da MPB, a cantora Marina lança disco em que regrava Dolores
Duran ("Solidão"), Caetano Veloso ("Muito") e Ângela Ro Ro
("Não Há Cabeça"), exibindo estilo suficiente para seguir
sólida carreira nas parcerias com seu irmão Antonio Cícero,
principalmente.
(Revista Status nº 58) "Marina, por enquanto, só para
ouvir" - A nova aposta da WEA
chama-se
Marina, que eu conheci há dois anos atrás,
no palco do Bandeirantes, cantada (a meu ver, mal) por Gal Costa. A
música chama-se "Meu Doce Amor". O engraçado é que Marina, moça sem
complicações, quando fala de influências, ou coisa próxima, sempre
diz: "Na verdade, se é pra seguir uma linha de cantora eu sou muito mais a Bethânia que a Gal. Eu quero cantar o amor..." E sem grilos, como ela mesma vive
repetindo. Mazzola e
André Midani (na foto com a
cantora),
os Bonnies & Clides da vida da Warner,
estão investindo tudo nela,
e não estão fazendo
fazendo bobagem. Eu acho que é o grande disco do momento. "Simples Como Fogo"
é o título. As faixas de que eu mais gosto são "Muito" do Caetano,
"Solidão" de Dolores Duran (mas parem para escutar sua versão e aí
vão entender quando ela diz "quero cantar pra cima, mesmo quando as
músicas me acorrentem pra baixo"), "Literalmente Louca" e "Transas
de Amor", onde ela mostra o seu maravilhoso trabalho como
arranjadora, intérprete e instrumentista. Uma totalitária, enfim, com
muito talento. (autor desconhecido) 04
de Junho. (Jornal do
Brasil) "Marina quer mesmo é ser band-leader"
A fala é
rápida por algumas gírias e expressões comuns aos jovens da Zona
Sul: Marina Lima, 23 anos, é carioca criada em Ipanema, embora
tenha passado um longo período - dos cinco ao 12 anos - nos
Estados Unidos, do que talvez lhe tenha resultado a vontade de
ser Band-Leader. O primeiro passo a cantora e compositora já
deu: o LP lançado em fins de março, "Simples como Fogo", vem
obtendo um sucesso que a surpreendeu. Em São Paulo e no Rio,
algumas faixas vêm sendo muito tocadas nas rádios... Marina vai
ganhar um prêmio da crítica paulista. (...) As músicas são
principalmente suas e de seu irmão Antonio Cícero, letrista:
"Transas de Amor (Os Sonhos de Quem Ama)", "A Chave do Mundo",
"Tão Fácil", "Maneira de Ser" e "Memória Fora de Hora". Além
dessas, "Solidão", de Dolores Duran, "Revolta", de Moraes Moreira, "Não Há Cabeça", de Ângela Ro Ro, "Muito" de Caetano Veloso, e "Literalmente Louca", parceria da cantora com Maga e
Duda. (por Mara Caballero) 29 de Agosto. (Jornal A Última Hora).
"Marina não é mito sexual, porque é simples como fogo" - Marina
estréia hoje, no Teatro Ipanema. "Simples Como Fogo" é o nome do
show, onde a cantora e guitarrista fará o lançamento oficial de
seu primeiro LP, gravado pela WEA. O público certamente já
reconhece o nome de Marina. Afinal, suas músicas são executadas
com freqüência pelas emissoras de rádio. Além disso,
Marina é
autora de canções gravadas por Gal Costa ("Meu Doce Amor") e
Zizi Possi ("Alma Caiada", censurada e, posteriormente,
liberada), além de responsável pelas trilhas sonoras das novelas
"Pai Herói" ("A Chave do Mundo") e "Como Salvar Meu Casamento"
("Solidão"). (por Jorge
Freitas)

Após constantes brigas com o dirigente da gravadora, Marina cancela
o contrato por se sentir prisioneira de
um sistema que não a
satisfaz. "Meus problemas com o André (Midani) decorreram do
conflito entre nossos temperamentos muito fortes... Eu não aceito
que ninguém me diga o que tenho que fazer! Além do mais, ele entrou
numa de querer me vender como símbolo sexual. Nada contra, mas, me
pareceu mais preocupado com isso do que com meu trabalho..." -
confessa.
19 de Outubro.
 
Especial em homenagem às mulheres exibido na faixa de programação
Sexta Super, "Mulher 80" reuniu números musicais e depoimentos de
cantoras e compositoras da MPB. O foco principal era a presença
feminina em nossa música. As entrevistas foram feitas pelo criador e
diretor do programa, Daniel Filho, com a colaboração dos roteiristas
Euclydes Marinho e Luiz Carlos Maciel. A atriz Regina Duarte foi a
apresentadora do musical. O programa surgiu como decorrência do
sucesso de "Malu Mulher" (1979), seriado protagonizado por Regina
Duarte, que abordava a situação feminina na sociedade brasileira
naquele momento. As cantoras Elis Regina, Fafá de Belém, Gal Costa,
Joanna, Maria Bethânia, MARINA, Rita Lee, Simone, Zezé Motta e as
integrantes do Quarteto em Cy participaram do especial que, entre os
números musicais, apresentou "Álibi", cantado por Maria Bethânia;
"Paula e Bebeto", por Gal Costa; "O Bêbado e a Equilibrista",
interpretado por Elis Regina; e "Mania de Você", na voz de Rita Lee.
Ao final do programa, Regina Duarte e todas as intérpretes cantaram
juntas a música "Cantoras do Rádio", de Lamartine Babo, João de
Barro e Alberto Ribeiro, sucesso na Rádio Nacional na década de
1940. O programa contou também com a participação da atriz Narjara
Turetta, que interpretava Elisa, a filha de Regina Duarte em "Malu
Mulher". "Mulher 80" teve cenários de Mário Monteiro, iluminação de
Peter Gasper e produção e direção musical de Guto Graça Mello. O
especial foi exibido na Suécia em 1980, ano em que a emissora sueca
Canal 2 comprou o seriado "Malu Mulher".
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